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O concreto de Dubai

14/05/2008 · 2 comentários

É difícil um e-mail me impressionar. Mas vou ser sincero: o Douglas me mandou um e-mail que me deixou não só impressionado, como curioso e amedrontado. Era uma mensagem comentando a evolução de Dubai. A construção de milhares de prédios por ano. As ilhas artificiais, os maiores edifícios, os maiores hotéis, o maior investimento em infra-estrutura. Tem uma seqüência de fotos que exemplifica tudo.

Uma rua de Dubai em 1990

Mesmo local em 2003


Mesmo local em 2007

* Diz-se que Dubai tem de 15 a 25% dos guindastes de todo o mundo.

 

As maiores ilhas artificiais do mundo estão aqui.

A Construção do Dubai Durj começou em 2005 e espera-se que esteja finalizado em 2008. Com uma altura calculada de mais de 800 metros, será quase 40% mais alto do que o mais alto edifício atual, o Yaipei 101.

Aturdido com tantas informações, procurei alguns blogs que pudessem me fornecer outros pontos de vista.  Neste link, encontrei um relato bastante interessante de quem visitou os Emirados Árabes e também se impressionou com a pujança e o desenvolvimento do concreto de Dubai.

Algumas passagens retiradas do post 
“A grande maioria dos trabalhadores nas construções é de indianos, muito razoável, considerando que mais de 70% da população é de indianos. As obras funcionam 24 horas por dia, todos os dias da semana. Os turnos da noite são os mais disputados, pela temperatura mais amena. Ganham por volta de 500 a 600 Dirhams por mês, que equivale a cerca de 100 euros. Até onde entendi, esse salário é livre de despesas, eles recebem moradia, comida e transporte. Trabalham duro. É curioso passar ao lado dessas obras e ver pessoas de uniformes, outras com trajes indianos, uns com capacetes, outros com turbantes, outros com uns panos embaixo do capacete, tem de tudo!”

                                                                                     Trump International Hotel
Os shoppings são um capítulo a parte. Como ninguém consegue caminhar nas ruas, os espaços de convivência são fechados e os grandes malls funcionam como enormes calçadas de temperatura e segurança controladas. Ali, tudo se mistura no mesmo espaço, uma enorme Babel. Há os ocidentais, de todas as nacionalidades possíveis, apesar de não ver outros brasileiros. Muitos indianos, com e sem trajes típicos. Árabes com shumaggs brancas, quadriculadas em vermelho e branco, coloridas, com cordinhas diferentes etc. Mulheres de mini saia, outras de véu colorido, véu negro, véu onde só aparecem os olhos, véu por todo o rosto… Vi até uma beduína, de traje negro, que levava um tipo de máscara de metal e ia apitando uns sons enquanto caminhava.

Leia todo o relato e veja algumas fotos dos viajantes.

 De acordo com a Wikipedia, o dinheiro de Dubai nao provem de petroleo, e sim do porto, do turismo e dos negocios das multinacionais instaladas na cidade.

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6 fotos que capturam a essência do que é uma FALHA

14/05/2008 · 1 comentário

Só alguns blogs merecem uma visita detalhada. Pouquíssimos blogs merecem visita freqüente. Quatro ou cinco blogs em toda a blogosfera EXIGEM a sua visita. The Fail Blog é um deles. Contém fotos hilárias e comentários extremamente pertinentes. Em algumas vezes, o comentário se sobrepuja ao valor da foto - o que só acrescenta graça ao post e à obra como um todo. Trata-se de uma daquelas descobertas que fazem a internet valer a pena. Você pode até achar que eu estou exagerando. Por isso, resolvi transpor algumas fotos de lá para cá. Perceba como TUDO pode falhar. E se você tiver contribuições, envie para failpictures@gmail.com.

 

E a campeã absoluta nos pesos Bizarro e What The Fuck Is Going On Here? é…

CONFUSING FAIL

 

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O verdadeiro Kramer: conheça a inspiração para o personagem mais exótico de Seinfeld

14/05/2008 · 1 comentário

No mês em que Seinfeld alcança a maioridade, 18 anos desde sua primeira exibição, o blog homenageia o personagem que sempre se mostrou reticente ao modelo habitual de um adulto. Cosmo Kramer não tem emprego fixo, abre a porta como se estivesse em vias de explodir, vive entrando no apartamento de Jerry para fazer um lanchinho e ostenta o cabelo mais exótico de toda a história dos seriados televisivos. Nada melhor para essa homenagem do que uma conversa com o ser humano que originou a figura mais excêntrica de Seinfeld - e de boa parte dos seriados.

Seinfeld foi uma invenção de dois comediantes especializados em stand-up comedy: Jerry Seinfeld e Larry David. Na época, o primeiro já era conhecido, aplaudido e ganhava 15 mil dólares por apresentação. O segundo, muitas vezes incompreendido pelo público, xingava a platéia e saía do palco antes de terminar o seu show. Foi Larry David, entretanto, quem forneceu ao seriado material para, no mínimo, dois dos personagens principais - absolutamente necessários para o sucesso do programa. Muita gente não sabe, mas George Costanza foi baseado no próprio Larry. Enquanto isso, Cosmo Kramer, o vizinho exótico de Jerry, moldou-se à semelhança de um vizinho de Larry: Kenny Kramer.

                     Jerry Seinfeld                 x                    Larry David

Kenny Kramer tem muitas semelhanças com o personagem, interpretado por Michael Richards. Uma delas é ser o vizinho. No programa, Kramer vive no apartamento em frente ao de Jerry. Na vida real, Kenny morou por quase seis anos em um apartamento ao lado do de Larry David. Eram tão amigos, que entravam sem bater um no apartamento do outro, situação que se repete no programa. Para tristeza dos Seinfeldmaníacos, Kenny confessa que não entra pela porta daquele jeito amalucado. “Não quero desapontá-los, mas ando por aí como uma pessoal normal”, revela.

Se a forma de andar pode parecer normal, as idéias talvez não sejam tanto assim. Antes do seriado, Larry David havia sido contratado para ser roteirista do Saturday Night Live. Cansado de ter seus textos rejeitados, gritou com o produtor: “Cansei! Nunca mais ponho os pés aqui”. Voltando para casa, percebeu quanto dinheiro havia perdido com aquele rompante de fúria e consultou-se com Kramer. O vizinho encontrou a solução: “Volte a trabalhar na segunda como se nada tivesse acontecido”. Larry achou uma boa idéia e, apesar do estranhamento de outros roteiristas, continuou por mais um ano na equipe do Saturday Night Live. A situação foi usada posteriormente em um episódio.

Kenny Kramer gaba-se de nunca ter tido emprego fixo, assim como o personagem. Antes do seriado, passava o tempo mirabolando maneiras inusitadas de ganhar dinheiro. Vendeu revistas de porta em porta, tocou bateria em uma banda, tornou-se gerente de um grupo de reggae e - a melhor delas - confeccionou bijuterias luminosas para serem usadas nas discotecas. “Contratei deficientes físicos para fazer uns brincos com uma luz que acendia”, conta ele. “Nós colocávamos uma luz vermelha de 15 centavos em uma pilha de relógio de 10 centavos e vendíamos por 6 dólares nas discotecas. As pessoas enlouqueceram. Isso durou por dois anos e me deu uma certa comodidade financeira”.

Há 12 anos, Kenny teve outra idéia para ganhar dinheiro. Desta vez, usando a fama que seu próprio nome lhe rendia. Por ser a inspiração para um dos personagens principais do seriado de maior audiência nos

Estados Unidos na época, ele criou a “Kramer Reality Tour”. O tour da realidade é realizado em um ônibus guiado por Kenny, que conta histórias dos bastidores e mostra as principais locações onde eram feitas as filmagens. A idéia deu certo – e foi usada até no seriado, quando o personagem também decide faturar uma grana guiando as pessoas por Nova Iorque. Os tours ocorrem uma vez por semana, durante seis meses do ano, e ainda hoje lotam com antecedência. É o mais perto de um trabalho normal que ele poderia ter, como conta na entrevista exclusiva a seguir.

GUGO: O que você está fazendo agora, 10 anos depois do show ter terminado?

KENNY: Conseguindo o máximo de diversão e dinheiro com o menor esforço possível.


GUGO: O tour da realidade ainda existe?

KENNY: Pode apostar que sim. Normalmente, uma vez por semana, seis meses ao ano. Qualquer coisa além disso seria como ter um emprego de verdade. (E eu tenho uma reputação a zelar.)


GUGO: Mas as pessoas ainda se interessam tanto assim por Seinfeld?

KENNY: Sim. Seinfeld é um sucesso em 90 países. Em muitos países, quando o programa ainda ia ao ar, havia um culto de seguidores. Em algumas cidades dos Estados Unidos, ele ainda está na programação de diversos canais e pode ser assistido até quatro vezes ao dia. Acho que a série ficou ainda mais conhecida com o lançamento dos DVDs.


GUGO: Como são os tours da realidade?

KENNY: São muito divertidos. Estou fazendo isso há 12 anos e ainda vendo todos os lugares disponíveis, às vezes com semanas de antecedência. Faço pouca propaganda, e 90% dos clientes vêm do boca-a-boca. Isso mostra que estou fazendo algo certo.


GUGO: Que locais você mostra para as pessoas?

KENNY: Bom, os óbvios, como o restaurante, o restaurante original do Soup Nazi e muitos outros. Mas o quanto menos você sabe a respeito, melhores são as surpresas.


GUGO: Vi um vídeo no seu site em que você aparece com o Soup Nazi. Você ainda tem contato com o elenco de Seinfeld ou até mesmo com Jerry e Larry?

KENNY: Eu falo com o Larry o tempo todo. Vou ter oportunidade de passar algum tempo com ele assim que eu voltar para Nova Iorque. (Kramer estava de férias no México.) Não sei se você ouviu, mas Larry está no elenco do novo filme de Woody Allen, que estão rodando em Nova Iorque pelas próximas cinco semanas.


GUGO: Quanto de você existe no personagem? Você realmente abre as portas daquele jeito?

KENNY: Espero que você não fique desapontado, mas eu ando por aí como uma pessoa normal. Eu não explodo para dentro dos ambientes, como o personagem. Mas muito do Kramer do seriado é baseado em mim.


GUGO: George Costanza é baseado em Larry David. Kramer é baseado em você, antigo vizinho de Larry David. Se houvesse uma única pessoa responsável pelo sucesso de Seinfeld, quem seria: Jerry Seinfeld ou Larry David?

KENNY: Ambos. Juntos eles tinham uma grande sensibilidade cômica. Não acho que poderia haver um programa assim se não existisse essa parceria deles.


GUGO: Qual é o segredo de Seinfeld, na sua opinião?

KENNY: Uma palavra: ENGRAÇADO. Não, duas palavras: MUITO ENGRAÇADO.


GUGO: Quanta influência você tinha sobre os roteiristas? Você dava a sua opinião?

KENNY: Larry me conhece muito bem, e muitos episódios foram inspirados nas aventuras que realmente aconteceram durante os cinco anos e meio em que fomos vizinhos. Eu dei a ele várias sugestões.


GUGO: Você ganhou algum dinheiro para deixá-los usar o seu nome?

KENNY: Eu ganhei dinheiro para durar uma vida inteira. A menos que eu precise comprar comida.

GUGO: Você acha que Michael Richards vai se recuperar daquele episódio triste?
(No ano passado, o ator irritou-se com espectadores negros que faziam barulho durante apresentação sua e insultou-os com comentários preconceituosos. A opinião publica repudiou o ato veementemente. Em rede nacional, em entrevista a David Letterman, ele pediu desculpas acompanhado do amigo Jerry Seinfeld. Aposentou-se dos palcos alguns meses depois.)

KENNY: Claro que sim. Hollywood adora uma comeback story (história de retorno [ao sucesso, ao estrelato]).

GUGO: Na sua opinião, há ou haverá outro seriado que faça tantas pessoas rirem como Seinfeld?

KENNY: Sim, ele já existe e se chama Curb Your Enthusiasm. É o programa de Larry David.

GUGO: Tem alguma história de bastidores que você gostaria de contar, talvez uma que você conta nas suas tours?

KENNY: Não. Você terá que conhecer a tour ou comprar o DVD.

GUGO: Qual é o seu episódio favorito?

KENNY: The Contest.

(Este é um dos episódios mais premiados do seriado, em roteiro, direção e atuação. Nele, George conta a Jerry que sua mãe o flagrou se masturbando. Os quatro amigos decidem apostar qual deles consegue passar o maior período sem masturbação e sexo. Durante todo o episódio, a palavra “masturbação” não é mencionada. Em seu lugar, diversos eufemismos. Kenny Kramer, em outra entrevista, afirma que houve uma aposta assim na realidade, entre Larry David e alguns amigos. Kenny sabia que perderia e não apostou. Larry sagrou-se vencedor.)

GUGO: Alguma mensagem para os seus fãs do Brasil?

KENNY: Não leve a vida tão a sério. Relaxe. Arranje tempo para se divertir. Um amigo armeno um dia me disse algo que faz muito sentido: não tenha medo de se arriscar. Lembre que cair de cara no chão ainda é seguir adiante. Eu já fui ao Brasil algumas vezes e amo o seu país. O Rio é a cidade mais linda do mundo.

Se você quer mais fotos e informações sobre o verdadeiro Kramer (como ele gosta de ser chamado), entre aqui.

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Indagações pertinentes

13/05/2008 · sem comentários

  1. Com o terremoto, as constantes violações de direitos humanos, o extermínio de cães e a necessidade dos chineses aprenderem como parar em uma fila e como torcer para a sua seleção, alguém ainda pensa seriamente em ir para as Olimpíadas de Pequim? Prevejo o fracasso, apesar do investimento absurdo de 45 bilhões de dólares até agora. O investimento completo nas Olimpíadas da Grécia foi dez vez menor.
  2. Gripar-se de duas em duas semanas pode ser um mau sinal? No meu twitter, coloquei: o RESFENOL é meu pastor e nada me faltará. Mas revelo agora: está faltando saúde, respiração tranqüila e grana para patrocinar esses espirros todos.
  3. Alguém ainda acha que o pai e a madrasta de Isabella são inocentes? Mais: alguém ainda acha que o assunto deve continuar figurando todo dia em todos os programas de tv e rádio e em todos os jornais?
  4. Se analisarmos a profundidade do distúrbio que leva uma madrasta a jogar a sua filha pela janela e a de um austríaco que estupra sua filha e a mantém junto a seus filhos de incesto em um porão enquanto vive normalmente com a esposa na parte de cima da casa, qual dos dois casos ganha? Eu sei a resposta.
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Como ganhar na mega-sena: previsão de números e cálculo de chances

12/05/2008 · 1 comentário

Todos querem aprender a ganhar na Mega-Sena. Seria maravilhoso poder treinar essa habilidade e desenvolvê-la a ponto de acertar os seis números com freqüência. Isso é obviamente impossível. Mas existe um matemático brasileiro que costuma fazer previsões e, por mais incrível que possa parecer, acerta repetidas vezes. Ele se chama Alexandre Carlos e já participou de diversos programas de televisão. A revista que ele publica, Loteria Fácil, existe há alguns anos e reúne dicas e previsões para os próximos jogos.

Retirado do site dele:
Alexandre Carlos reside em Fernandópolis desde 1987, onde mantém um escritório para cuidar de seus negócios. É especializado em curiosidades matemáticas, as previsões para as loterias são o que estão lhe rendendo fama. Ele já participou do programa Livre, com a Baby; do Sbt-Repórter, com Marília Gabriela e do Super Pop, com Luciana Gimenaz , Bom Dia Mulher apresentado por Olga Bongiovanni e TELE VERDADE (TVi-SBT) apresentado por Carlos Hernandes. Neste último, inclusive, Alexandre antecipou os números da Mega-Sena e acertou cinco.

Segundo ele, estes são os números mais vezes sorteados na Mega-Sena:

5, 7, 13, 14, 16, 25, 28, 29, 37, 38, 43, 44, 53, 54, 60

* Acesse o site de Alexandre Carlos, o guru da Mega-Sena.

* Entenda as suas chances de ganhar

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Gordos multados em São Paulo - DM9

06/05/2008 · 1 comentário

Aqui está um viral da agência DM9 que parodia a proibição de outdoors em São Paulo. Gordos que passam na rua são multados por exibirem logos na camiseta. Dois fiscais medem os indivíduos robustos e alegam que, a partir de determinado tamanho, a camiseta é considerada um outdoor ambulante.

UPDATE: o vídeo foi retirado do ar.
Veja então o viral da agência Escala para a campanha de prevenção contra a dengue baseada no vídeo com cenas de sexo da Daniela Cicarelli em uma praia espanhola. O lema da campanha: “É na água que o mosquito da dengue se reproduz”.

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Compra e venda de vale-transporte em Porto Alegre

06/05/2008 · 1 comentário

Mesmo às 21h, a Voluntários da Pátria é uma rua nervosa. Pedintes tremem de frio, prostitutas se preparam para o início da jornada, salsichas fervem para o preparo dos cachorros-quentes de um real, ambulantes se despedem e policiais rondam em grupos atrás dos vendedores de vale-transporte.

Quem tem em mente o desafio de vender algumas fichinhas de VT não pode se descuidar. Atualmente, a Brigada Militar empreende batidas de rotina, apreende fichas, leva os vendedores à cadeia e intimida compradores.

O debate ético resvala para o esquecimento quando se está em meio a uma negociação de VTs e se percebe a aproximação de policiais. Foi o que aconteceu ontem à noite. Joca viu três policiais no Mercado Público que se dirigiam à Voluntários da Pátria. Eram dois homens e uma mulher. Caminhavam com lentidão e rumo definido. Joca decidiu ultrapassá-los e vender as passagens longe de sua vista, mais à frente.

O frio, a escuridão e a repressão policial camuflavam os vendedores da rua. Joca não conseguia encontrá-los e passou alguns minutos mirando faces nas esquinas e tentando identificar os sons dos VTs se debatendo em saquinhos. Até que uma gordinha com pochete assomou e falou, baixinho: “compro e vendo VT, compro e vendo VT”.

Joca estacou ao seu lado: “Eu vendo 30. Quanto?”. Ela respondeu: “40″. Joca retirou um saquinho do bolso do casaco, previamente preparado para a venda. Entregou à mulher e alertou-a de que três policiais estavam a caminho. Ela começou a contar, com certa dificuldade. Colocava cinco na mão, passava para a outra, contava de novo. Apareceu outra mulher, aparentemente conhecida da gordinha, que anunciou: “três à esquerda”.

Um homem, também de pochete, passou na rua avisando o mesmo: TRÊS À ESQUERDA, TRÊS À ESQUERDA. Era o sinal. Ouvia-se o barulho de VTs sendo recolhidos, de gente se escondendo e vendedores se esgueirando para ruas adjacentes. Joca olhou para atrás e avistou a cabeça de um dos policiais. Teve a impressão de que estava sendo observado. Pediu para que a gordinha se apressasse, o número de fichinhas estava certo, ele garantia. Finalmente a gordinha concluiu a conta, repassou o saquinho para a mulher ao lado e começou a contar o dinheiro.

Joca ouviu um grito: “vão prender, vão prender!”. Engoliu em seco, mirou a mão da gordinha e, assim que a mão foi preenchida com quarenta reais, arrancou-lhe a grana e saiu caminhando com passos rápidos. Atendeu o celular para disfarçar e dobrou a esquina. Prostitutas se ofereceram enquanto ele tremia de frio. As salsichas continuavam fervendo.

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Tenho medo da raça humana

01/05/2008 · 1 comentário

O abominável Josef Fritzl, aquele austríaco que encarcerou a própria filha e a transformou em amante escrava prendendo-a num porão por 24 anos, aparece em vídeo em matéria da Globo se divertindo na Tailândia. Pode-se vê-lo de sunga recebendo uma massagem na beira da praia, por exemplo. O que é uma visão desagradibilíssima e medonha. Ele deixava a esposa em casa, a filha no porão e rumava para a Tailândia a fim de pegar um solzinho e descansar da sua vida estafante e, digamos, dicotômica.

Quando eu penso sobre o assunto, talvez o que mais me assombre seja o fato de que três filhos dessa relação pai-estuprador/filha-escrava nunca haviam visto a luz do sol. Com 18 ou 19 anos de vida, ele nunca tinham saído de casa. Lembrar que o porão onde eles moravam com a mãe não tinha janelas só piora o quadro. Esses três filhos tiveram uma educação rudimentar, na medida das possibilidades de uma mãe, abusada e encarcerada pelo pai, que é vô e pai das crianças ao mesmo tempo. O que será que a mãe dizia para os filhos-irmãos? Olha, aquele ali é o seu pai e também o meu pai e, juro, essa não é uma situação normal. Mas eu não posso mostrar para vocês como é o mundo lá fora e quão errado estamos fazendo as coisas por aqui, já que ele nos mantêm presos mentindo para a minha mãe.

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O gol mais bonito do Jardel

29/04/2008 · sem comentários

Aqui está um vídeo para quem se emocionou vendo o Jardel chorar e pedir para voltar ao Grêmio ou ao Vasco. Talvez o gol mais bonito de sua carreira.

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O progresso moral é uma fantasia

29/04/2008 · sem comentários

O progresso moral é uma fantasia. Ele nunca ocorreu nem jamais ocorrerá. A moral é o código invisível de leis que rege a dinâmica dos indivíduos de uma sociedade. É o que o ser humano leva em conta no processo de reação. Quando algo o afeta, de qualquer forma que seja, há um lapso de tempo até que ele execute uma ação. Durante esse período, acontece a análise do que lhe sucedeu. Agregam-se todas as informações sobre o ocorrido, todas as implicações de suas possíveis ações e a antecipação de como a sociedade reagiria diante de cada uma dessas atitudes. Ao longo desse último processo, de reflexão do ocorrido por meio da ótica da comunidade em que o indivíduo se insere, há a aparição das leis morais. Elas constituem-se em um dos fatores que levará o sujeito a moldar sua decisão. Portanto, os seres humanos moldam as suas atitudes de acordo com a sociedade.

Como a sociedade está constantemente em evolução – o que não quer dizer “progresso” -, a moral se transforma juntamente com ela. O contexto histórico determina como uma ação é avaliada pela sociedade. Séculos atrás, não se achava que a existência de escravos fosse imoral. Hoje escravos não existem porque se lutou muito para que se abolisse sua condição sub-humana. Mas na atualidade há outros exemplos interessantes que evocam grandes conflitos éticos. Quando caminhamos pelas ruas e vemos pessoas mendigando, em trapos, obviamente tendo dificuldades em se alimentar e seguir vivendo, quantos de nós paramos e perguntamos o que houve de errado e tentamos ajudar? Há simplesmente a distinção: lá estão os pedintes, nós estamos aqui do outro lado. Se me pedirem, eu ignoro. Se não pedirem, agradeço muito. São indivíduos exatamente como nós que, por alguma razão, encontram-se em extrema dificuldade. Mesmo assim, são tratados como párias da sociedade moderna. Então, qual é a distinção entre as duas situações? Sim, eles não são mais tratados como escravos, mas será que estão felizes com a mudança? Agora, nem que queiram, poderiam trabalhar por comida. Têm ainda menos valor que os escravos, que tinham ocupação e lugar na sociedade – mesmo que fossem alheios a ela.

O progresso moral não existe, pois tal coisa nunca poderia ser avaliada. Como dizer que evoluímos se, mesmo com tanto conhecimento, ainda sobram injustiças e insensatez? Hoje sabemos muito mais sobre natureza, tecnologia, geografia, matemática, física e sobre nós mesmos do que há anos atrás. Mesmo assim, essa discussão do progresso moral ainda não acabou. Até que se entenda que a moral não se configura como um objeto de estudo maniqueísta, a discussão prosseguirá. Não há bom ou mau – apenas experiências negativas e positivas de seres humanos lutando pela sobrevivência.

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